♏ Escorpião ♏

"Os escorpiões conseguem perceber o que as pessoas sentem no seu íntimo, mesmo que nada seja dito. São pessoas sensíveis, inteligentes, fortes e determinadas, mas que escondem o jogo, por medo de perderem o controlo ou de serem decifradas. São vaidosas e têm uma postura forte e sedutora, sabendo arrancar os segredos alheios. A sua persistência e teimosia podem ultrapassar muitas barreiras, mas também podem fazê-las acreditar que podem controlar as pessoas. E essa história de que o Escorpião é um signo de gente infiel é a maior mentira já dita. Os escorpiões são profundamente honestos, sabem guardar segredos, são conscientes e valorizam as amizades, tendo a coragem de viver perigosamente, nos limites. São pessoas humanas, misteriosas e profundas. Ah, e só conseguem viver no oito ou no oitenta! Fogem do lado morno da vida."


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Obrigada aos meus pais por me terem dado vida e me deixarem dar vida com esta minha personalidade. Obrigada ao meu irmão por, apesar de ter um feitio incontrolável, estar sempre presente na minha vida. Obrigada aos meus amigos, por me oferecerem confiança e potes de risos e sorrisos todos os dias. Obrigada áqueles que me magoaram durante o percurso da minha vida, por me ensinarem como doem as palavras, e também como é bom ser corajosa e forte. É graças a vocês que sou o que sou. Obrigada a si, meu Doutor, por ter sido a minha inspiração e por ser o homem que é. Tenho imenso orgulho em dizer que é o melhor Doutor do mundo! Finalmente, obrigada a mim mesma, por continuar a lutar todos os dias como se esses não bastassem para se ser feliz. Obrigada a mim mesma por não desistir dos meus objetivos. Por não desistir de escrever, porque é isso que me faz respirar. Que se lixem os pulmões!

Obrigada por isto, que é o meu ser. A minha essência. Obrigada por se aconchegarem na pequenez que é o meu coração. Obrigada.
Adriana Rodrigues.


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13 de Março de 2014
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E o que tu és, já não sei. O que nós éramos, somos, torna-se numa vaga escuridão de pensamentos que passeiam pela minha alma, sem deixar rasto ou lentidão que se deixe apanhar. O que eu sou, já nem sei. Perco-me pelas entranhas do meu ser, acreditando que um dia saberei o resultado final, a mensagem que precisei receber e por consequente enviar para todos os que se cruzaram na minha existência.
É tarde, muito tarde, e é nestas alturas em que as palavras se misturam, mantém-me acordada enquanto me fazem vaguear por tudo o que me relembra a ti. És tu, sabes? És tu que abrilhantas este meu corpo que se designa da minha fantasia de querer ser tua. És tu que me tocas e tornas a fugir para longe, por medo da escuridão em que se torna a minha alma.
Foste tu que me aprisionaste ao tempo. Acabaste com os rótulos, as contagens, as definições. Alteraste tudo o que já antes estava por mim planeado, alteraste-me, alteraste-te, alteraste-nos. E o que é de nós? O que somos? Somos então o apagar daquilo a que classifiquei como um sonho, e o relembrar de um pecado que é o nosso fruto proibido mais apetecível de sempre. Nós, um fruto proibido que se deixa proibir pelo desejo.



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