♏ Escorpião ♏

"Os escorpiões conseguem perceber o que as pessoas sentem no seu íntimo, mesmo que nada seja dito. São pessoas sensíveis, inteligentes, fortes e determinadas, mas que escondem o jogo, por medo de perderem o controlo ou de serem decifradas. São vaidosas e têm uma postura forte e sedutora, sabendo arrancar os segredos alheios. A sua persistência e teimosia podem ultrapassar muitas barreiras, mas também podem fazê-las acreditar que podem controlar as pessoas. E essa história de que o Escorpião é um signo de gente infiel é a maior mentira já dita. Os escorpiões são profundamente honestos, sabem guardar segredos, são conscientes e valorizam as amizades, tendo a coragem de viver perigosamente, nos limites. São pessoas humanas, misteriosas e profundas. Ah, e só conseguem viver no oito ou no oitenta! Fogem do lado morno da vida."


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Obrigada aos meus pais por me terem dado vida e me deixarem dar vida com esta minha personalidade. Obrigada ao meu irmão por, apesar de ter um feitio incontrolável, estar sempre presente na minha vida. Obrigada aos meus amigos, por me oferecerem confiança e potes de risos e sorrisos todos os dias. Obrigada áqueles que me magoaram durante o percurso da minha vida, por me ensinarem como doem as palavras, e também como é bom ser corajosa e forte. É graças a vocês que sou o que sou. Obrigada a si, meu Doutor, por ter sido a minha inspiração e por ser o homem que é. Tenho imenso orgulho em dizer que é o melhor Doutor do mundo! Finalmente, obrigada a mim mesma, por continuar a lutar todos os dias como se esses não bastassem para se ser feliz. Obrigada a mim mesma por não desistir dos meus objetivos. Por não desistir de escrever, porque é isso que me faz respirar. Que se lixem os pulmões!

Obrigada por isto, que é o meu ser. A minha essência. Obrigada por se aconchegarem na pequenez que é o meu coração. Obrigada.
Adriana Rodrigues.


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28 de Maio de 2015
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                Hoje estou num sítio diferente. E eu bem sei que isto não é o meu lar, isto não pertence às minhas origens. Mas tenho de admitir que, ao vir para aqui, foi como agarrar numa boia de salvação, arranjar um curativo para as minhas feridas. Mesmo não sendo esta a minha casa.
Mas afinal a nossa casa não é um lugar onde nos sentimos bem e seguros? Onde não há obstáculos que não se derrubem e agitação que não se acalme? Então, bem vistas as contas, esta é a minha casa. O meu lar. Pertenço aqui. Isto porque foi aqui que comecei a ser eu mesma, comecei a viver. É como se não tivesse nascido há 18 anos atrás, mas sim há cerca de 5 anos, quando vim parar a este sítio. É tão bom estar em casa.

Carta aberta a uma desconhecida do mesmo sangue
❝❞
Hoje escrevo-te com dó nas palavras e insignificância na alma. Gostava de poder dizer que és minha irmã, mas as irmãs estão presentes. As irmãs demonstram carinho e afeto. As irmãs são irmãs de sangue e união. Tudo aquilo que tu nunca quiseste ser. Mas deixemos-nos de lamentações porque para isso já basta o facto de termos de partilhar o mesmo sangue.
Voltando ao assunto inicial, hoje escrevo-te, sim. Não porque sinto que mereces as minhas palavras, mas por dever para com o meu pai, o nosso pai. Conheces esse senhor? Um homem leal, solidário com o próximo e por vezes com alguns não tão próximos, protetor e carinhoso. Um verdadeiro pai, amigo, companheiro e confidente. Se Deus existisse diria com toda a certeza que Deus reside no corpo do meu pai. Vou passar a dizer “meu” porque acho que perdeste esse direito há muito tempo atrás. Bem, este senhor, o meu senhor, é um homem que tu renegaste. Viraste as costas á pessoa que, por muito que lhe mostrasses indiferença, estava ao teu lado para quando mais precisasses. Porque ele é assim. É impressionante como não degeneraste de todo as qualidades do meu pai. É também interessante aperceber-me de que sou meia dúzia de anos mais nova que tu, mas sou tão mais velha que tu.
Sou capaz de dizer que és uma pessoa infeliz. Isto porque não queres a presença de uma pessoa que nos ilumina a alma e pinta o nosso sorriso com cores vívidas e gratificantes. Não percebo como não podes desejar tê-lo na tua vida. Ainda hoje não percebo porquê. Porque te viraste contra aquele que te deu a vida. Sim, porque ele também te deu vida, cuidou de ti, amou-te e apesar de tudo ainda te ama. E eu sei que ele sofre, que vive agoniado por não ter o amor de uma das suas filhas.
Lembrei-me de ti hoje, por mero acaso. Estava a reviver passagens de vida nas fotografias antigas da família e, entre muitas fotos tuas com o meu pai (ele guardou-as todas, aposto que nem uma foto dele guardaste), encontrei uma em que estás ao lado da tia. Virei a fotografia e encontrei escrito “My little baby and my sister. Summer 1991”. E foi aí que percebi a agonia presente naquele coração de ouro que é o dele. Aí percebi porque ele sente tanto orgulho na pessoa que sou com ele, nas confidências que depositamos um ao outro. Na necessidade de sentir carinho pela filha. Até a minha mãe tem ciúmes por sermos tão chegados. Queres saber porquê? Porque eu o amo, mais do que aquilo que tenho e carrego na vida, porque eu não o abandono, apoio o meu pai. Demonstro, desde que me lembro, todo o amor que tenho por esta pessoa, que sem dúvida é o meu motivo de vida. É triste não saberes o que isto é, não é? Indigna-me não quereres sentir o mesmo que eu, não te deixares aproximar, nem largares todas essas “armas” contra ele, que sempre te deu mares de rosas para que nunca reclamasses que ele era mau pai. Mesmo assim reclamaste. E eu lamento, lamento mesmo. Porque mesmo que ele não me desse nada, só a vida dele já é suficiente para acalmar a minha reclamação.
Espero que um dia, percebas o quão bom é ser filha de um pai. Especialmente deste. Mas esse dia vai ser definitivamente tarde, pois descartaste todas as oportunidades. Acabaste com as tentativas. Perdeste o jogo. Tu e todas as pessoas ao teu redor, que influenciam esse teu desprezo. Aqui têm o reverso da moeda. Porque a família é sagrada, e enquanto estiver unida não vai ser abatida.
Sabias ainda, que dos fracos não reza a história? Deve ser por isso que não me lembro de alguma vez te ter conhecido. És uma desconhecida. Só lamento ter de partilhar o mesmo sangue contigo.

Sinceramente, a filha do melhor pai do mundo.

22 de Maio de 2015
❝❞
Estou cansada de lutar contra mim mesma. Todos os dias me revejo e me imagino. Não consigo juntar essas duas vertentes. Ainda. Estou cansada de tentar descobrir o que fazer comigo mesma. Acabo sempre por não fazer nada. Isto porque a exaustão nos arranca soluções. Estou vazia.
O meu sorriso e a minha boa disposição carregam malas de angústia e dor. Não sei como sou capaz de sorrir e pensar em morrer ao mesmo tempo. Acho que todos pensam que ainda me aguento. Enganam-se, eu finjo que aguento. Eu já não sei o que são sentimentos de orgulho a despoletarem-se sobre a minha existência. Já não sei. Nada. Estou vazia.
Estou vazia. Bem sei que não quero terminar assim, ainda há muito para mostrar. Ainda não conclui os meus objetivos enquanto ser humano com sonhos de vida. Ainda não preenchi a minha vida. E não sei como o fazer.
Eu sei, estou vazia.

17 de Maio de 2015
❝❞
   E hoje não há palavras que me abalem, ou que me motivem. Toda eu sou um deixa andar apaziguado, transtornado pela falta de noticias tuas. A incerteza é bem capaz de me derrubar as fronteiras do coração, matá-lo a cortes pequenos e profundos, que é como eu. Pequena e profunda. Tão profunda que nunca ninguém se atreveu a atravessar todas as portas da minha alma, a analisar cada parte do meu ser e deixar que os meus defeitos sejam algo de bom para o mundo. Algo suportável. Tão suportável como tem sido as trágicas mortes que o meu coração sofre, a pequenos e profundos cortes. Tu és trágico, mas fazes todas as minhas dores serem tão suportáveis a ponto de deixar andarÉ algo novo para mim. Deixar andar.

29 de Abril de 2015
❝❞
Esta noite sonhei contigo. Estávamos a conversar calmamente, sem vozes nem mãos levantadas. Senti-me relaxada, aliviada. Sem medos que me pudessem assaltar o corpo. Lembro-me de te ter dito "vamos resolver isto de uma vez por todas, porque por tua causa eu sofro a cada dia que passa. Eu luto pela vida todos os dias depois daquele em que sai da cidade." enquanto me sentava à tua frente. E tu ouvias com remorsos, com um pedido de desculpas preso no teu olhar. Com aquele nó na garganta que costumamos sentir, sabes? Esse mesmo. Sentias, pela primeira vez, a dor que carregava comigo. Mas, de repente.. Toca o despertador. E aí dou por mim a cair na realidade. 
Quem me dera que isto não fosse só um sonho, para eu poder descansar este meu pânico constante, este pensamento agarrado ás entranhas do passado. Para eu te poder olhar sem rancor, sem mágoa. E para tu me olhares sem notar diferença, para que eu seja alguém perfeitamente normal aos teus olhos. Mas tu não mudas, tu não sentes remorso. De facto, tu não sentes nada. É uma pena, realmente, não é?

Para ti, aquele que arrancou toda a confiança e autoestima em mim, que me ensinou que as palavras são piores que facas e pistolas.

13 de Abril de 2015
❝❞
Acabo com as meias palavras que não me enchem o coração, preencho a mente de desavenças antigas que, olhando ao fundo, só se querem perto. E que faço eu da vida? Já me pareço Pessoa, agarrado a folhas, perdendo tempo da noite para se assentar de pé a escrever coisas que talvez nunca soubemos que existiam, demónios que só nele cabiam. Essa sou eu, perdendo tempo que não é o que tenho, a tentar expor os meus demónios, aí estes meus demónios, que não são alma nem cor, não são apenas nomes nem datas, são 9 anos de vivência, nove escrito em extenso para se perceber melhor e fazer aumentar esta minha angústia.
Que a minha vitória é o fracasso dos que me inquietaram, e que cada passo meu é um empurrão para tais. Mas porque deixo eu que cada fechar de olhos, cada insónia, cada fuga de pensamentos, se deixe ocupar por tais vidas, que nem vida aproveitam nem vida sabem dar? Vida triste a deles que fazem da minha vida, a vida mais complexa que me bateu á porta.

13 de Março de 2014
❝❞
E o que tu és, já não sei. O que nós éramos, somos, torna-se numa vaga escuridão de pensamentos que passeiam pela minha alma, sem deixar rasto ou lentidão que se deixe apanhar. O que eu sou, já nem sei. Perco-me pelas entranhas do meu ser, acreditando que um dia saberei o resultado final, a mensagem que precisei receber e por consequente enviar para todos os que se cruzaram na minha existência.
É tarde, muito tarde, e é nestas alturas em que as palavras se misturam, mantém-me acordada enquanto me fazem vaguear por tudo o que me relembra a ti. És tu, sabes? És tu que abrilhantas este meu corpo que se designa da minha fantasia de querer ser tua. És tu que me tocas e tornas a fugir para longe, por medo da escuridão em que se torna a minha alma.
Foste tu que me aprisionaste ao tempo. Acabaste com os rótulos, as contagens, as definições. Alteraste tudo o que já antes estava por mim planeado, alteraste-me, alteraste-te, alteraste-nos. E o que é de nós? O que somos? Somos então o apagar daquilo a que classifiquei como um sonho, e o relembrar de um pecado que é o nosso fruto proibido mais apetecível de sempre. Nós, um fruto proibido que se deixa proibir pelo desejo.



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